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ESCRITA INDEPENDENTE · ACERVO PESSOAL

William Frezze

ENSAIOS · LITERATURA · CRÍTICA · PENSAMENTO

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dois parênteses entre reticências

  (i) o logos A palavra apareceu na tela numa dessas horas em que a noite já não sabe se continua sendo noite ou se deve entregar ao dia aquilo que ainda não terminou. Amizade . Li-a com a atenção que costumo dedicar às palavras capazes de produzir consequências. Havia nela uma delicadeza quase solene, precedida por elogios que eu não esperava e acompanhada de uma explicação cuja franqueza tornava impossível qualquer interpretação desonesta. Sou advogado. Talvez por isso minha primeira reação tenha sido procurar a extensão exata daquela declaração. Não porque desejasse contrariá-la, mas porque aprendi, depois de muitos anos, que as pessoas frequentemente dizem mais do que pretendem e, em outras ocasiões, precisam de muitas palavras para conseguir dizer uma única coisa. Naquela madrugada, porém, a palavra estava suficientemente clara. Amizade . Não pedira um encontro, não fizera qualquer promessa, sequer sabia o bastante a respeito daquela mulher para imaginar a possi...

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O primado da ignorância: quando Millôr Fernandes resolveu ler José Sarney

Crítica literária · Ensaio · Memória Quero compartilhar com vocês um dos textos de crítica literária de que mais gosto. Trata-se da análise que Mill…

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A aritmética dos imbecis e o silêncio dos que já responderam a Deus

Há uma insolência peculiar na miopia. Há quem julgue com a precisão cirúrgica que só a ignorância mais estrita lhe confere. Olham de relance, digerem ma…

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As perguntas que jaziam em nós...

Se nós realmente ficarmos juntos — e eu disse realmente porque o irreal também nos ficou, e por um tempo foi o irreal que nos sustentou — eu penso que a …

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A mais indizível das evidências

O amor é refratário à definição, e já nisso nos revela alguma coisa de si. Não porque seja vago, mas porque é demasiado. Excede. Transborda qualquer palav…

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o que de mais meu a vida me deixou

Não te amo como se ama o sol do meio-dia, que fere os olhos e, no horizonte, se rende ao crepúsculo, ao lusco-fusco em que o ouro vira cinza e a luz apren…

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David Gilmour — Live at the Circus Maximus, Rome | RESENHA

Testamento em Roma: A Arquitetura Sonora de David Gilmour no  Circus Maximus Neste domingo, 21/09, sentei exatamente no miolo do IMAX, o sweet spot, e a t…

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ODE À NOSSA FÉ

I. A Natureza de Deus 1. Ó Logos Inefável, Arquétipo de toda a Criação, Tu, cuja essência habita o recôndito da eternidade e cuja glória numinosa transce…

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William Frezze

Escrita independente. Literatura, memória e pensamento.

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